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sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Ê, ô, ô, vida de gado...Povo marcado, ê, povo feliz....

Autonomia na escola: virem-se meus queridos!
Muitas escolas declaram ter estratégias de ensino que valorizam a autonomia da criança. Minha experiência acompanhou situações de grande desconforto para os pequenos, pois a idéia de “autonomia” para muitas professoras é “virem-se, meu queridos”. Esse tipo de habilidade, gerenciar seu tempo, as atividades que pretende realizar, quando pedir ajuda, deveria ser trabalhada diariamente. Longo percurso, diga-se de passagem. Na sala de aula, o aluno vai aprendendo a acessar recursos para que aos poucos sinta-se confiante para tomar decisões sobre sua vida estudantil.

Metacognição o que?
Torço para que um dia as escolas passem a sonhar que seus alunos sejam capazes de realizar a metacognição, bem diferente de autonomia. A metacognição é o processo através do qual cada sujeito seria capaz de gerenciar seu próprio aprendizado, reconhecendo dificuldades, pontos de fragilidade que deveriam ser revisitados, quando avançar, quando diminuir o ritmo, quando arriscar...

Há vida inteligente aqui? Mas há aqui um problema para a escola: alunos capazes de metacognição dão palpites demais, vão questionar estratégias, vão sugerir percursos, vão entender o que professor pretende em cada atividade (e reconhecer quando o cara não souber o que está fazendo). O problema apareceria quando nem o professor é capaz de identificar o objetivo de uma atividade. E por favor, sejamos honestos, muitos dos nosso professores são seguidores acéfalos de receitais (visualizem cartilhas, apostilas, livros). É muito importante o professor se perguntar (e saber) o que ele gostaria que os alunos “alcançassem” a cada atividade. No início da aula ele poderia contar para os alunos, olha, hoje eu gostaria que no final d aula cada um de vocês soubesse conceituar efeito estufa e me contar quais são os elementos envolvidos nessa história. Imaginem a cena, uma aluno questionando a atividade de escrever 100 vezes uma palavra grafada errada, solicitando que o professor explicasse do ponto de vista cognitivo como aquela atividade poderia contribuir para que ele não incorresse no erro. É. Talvez isso seja ainda demais pra nossa adestrada humanidade não pensante....Que fique aqui mais essa semente no nosso viveiro. Ê, ô, ô, vida de gado...Povo marcado, ê, povo feliz....